terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Música para terminar e começar

Música para refletir e adorar, no fim do ano, no início do ano.
Stênio Marcius - "É Nele".

"Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!"(Romanos 11.33-36)


Lentilha faz bem para a saúde?


Algumas pessoas tem o costume de comer lentilha no início do novo ano: alguns porque pensam fazer bem à saúde, alguns porque pensam que trará prosperidade financeira. Mas, afinal, lentilha faz bem para a saúde e traz prosperidade financeira, como acreditam alguns? Depende de como a comemos.
Como algumas pessoas gostam de começar o ano comendo lentilhas, gostaria de compartilhar com vocês a história de dois pratos de lentilhas bem diferentes. O primeiro teve uma ótima digestão. O segundo, uma indigestão crônica que durou muitos anos!

O primeiro prato de lentilhas foi comido pelo filósofo Diógenes de Sínope:
Estava Diógenes  jantando seu costumeiro prato de lentilhas, quando Arístipos  se aproximou. Arístipos, de Cirene, era também  filósofo, adepto do prazer como único bem absoluto  na vida. Para poder levar uma vida confortável, vivia sempre bajulando o Rei.
Disse, então, Arístipos a Diógenes:
- Se aprendesses a bajular o Rei, não precisarias  reduzir tua alimentação a um prato de  lentilhas.
Por sua vez, Diógenes  retrucou:
- E tu, se tivesses aprendido a te satisfazeres sempre com um prato de lentilhas, não precisarias passar tua vida bajulando o Rei.

O segundo prato de lentilhas está narrado na Bíblia e foi comido por Esaú, filho de Jacó:
"Isaque amava a Esaú, porque se saboreava de sua caça; Rebeca, porém, amava a Jacó. Tinha Jacó feito um cozinhado, quando, esmorecido, veio do campo Esaú e lhe disse: Peço-te que me deixes comer um pouco desse cozinhado vermelho, pois estou esmorecido. Daí chamar-se Edom. Disse Jacó: Vende-me primeiro o teu direito de primogenitura. Ele respondeu: Estou a ponto de morrer; de que me aproveitará o direito de primogenitura? Então, disse Jacó: Jura-me primeiro. Ele jurou e vendeu o seu direito de primogenitura a Jacó. Deu, pois, Jacó a Esaú pão e o cozinhado de lentilhas; ele comeu e bebeu, levantou-se e saiu. Assim, desprezou Esaú o seu direito de primogenitura" (Gênesis 25.28-34).

Afinal, lentilha faz bem para a saúde?
Depende.
Diógenes de Sínope ensina que pode fazer bem, desde que seja comida com três Hs: Humildade, Honestidade e Honra.
Esaú, filho de Jacó, ensina que lentilha pode fazer muito mal, quando reduzimos a vida ao "aqui e agora" e desprezamos valores mais elevados.

Qual é o prato de lentilhas que você pretende comer?



Fonte das histórias:
Sobre o prato de lentilha de Diógenes de Sínope: http://www.oocities.org/athens/4539/diogenes.html

Sobre o prato de lentilha de Esaú: Bíblia Sagrada - tradução de João Ferreira de Almeida, versão revista e atualizada no Brasil (Sociedade Bíblica do Brasil).

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

The Noite (24/12/14) - Entrevista com Líderes Cristãos

Danilo Gentili entrevista o Pastor Ed René Kivitz, da Igreja Batista, o Padre Antonio Maria, da Igreja Católica Romana, e o Padre Basílio, da Igreja Ortodoxa Grega. Ótima entrevista! Parabéns ao Danilo Gentili, que convidou um pastor que representa bem a Igreja Evangélica, de modo geral, e as Igrejas Protestantes chamadas Históricas, em especial.

Meditação sobre a Parábola do Administrador Infiel (Lucas 16.1-13)

Lucas 15.3-32 traz 3 das parábolas mais conhecidas da Bíblia: a parábola da ovelha perdida, a parábola da dracma perdida e a parábola do filho perdido. Em Lucas 16.1-13, Jesus encerra o ciclo com uma quarta parábola, a do Administrador Infiel. Durante muito tempo eu não entendi direito a parábola do administrador infiel. Mas, para contar esta parábola, precisamos começar em Lucas 15.1-2, que é a introdução e o motivo das 4 parábolas, e encerrar com a sua conclusão, Lucas 16.14-17. Em resumo:
Introdução: Lucas 15.1-2 (motivo das parábolas)
Desenvolvimento (4 parábolas): Ovelha perdida (Lucas 15.3-7); Moeda perdida (Lucas 15.8-10); Filho perdido (Lucas 15.11-32); Administrador Infiel (Lucas 16.1-13).
Conclusão: Lucas 16.14-17.

Introdução (Lucas 15.1-2)
Aqui temos o motivo das 4 parábolas: Jesus Cristo veio trazer algo novo. Ele é o enviado do Pai para trazer o Reino de Deus sobre nós. Ele veio para nos reconciliar com o Pai, e nesta obra de reconciliação "aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir" (Lc 15.1). Jesus atraía publicanos e pecadores para ele! Mas por que? Será que Jesus andava no caminho de injustiça e pecado dos publicanos e pecadores? Não! Jesus veio reconciliá-los com o Pai, através de amor, paz e perdão! Ele comia com os pecadores e publicanos, ou seja, demonstrava que os acolhia, respeitava e amava!
A atitude de Jesus não era compreendida pelos escribas e fariseus: "E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles" (Lc 15.2). Escribas e fariseus eram homens religiosos, que conheciam a Lei de Deus e que eram criteriosos nos mandamentos. Mas a sua religião legalista, pautada na Lei mas sem amor e compaixão, os impedia de enxergar o que Jesus estava realizando. Ele veio incluir os pecadores, incluir os desprezados, marginalizados, doentes, imorais, injustos, no Reino de Deus. Isso, obviamente, não significa que Jesus passava a mão na cabeça dos pecadores, como que dizendo: "meu filho, seu pecado não tem problema, pois o amor de Deus é incondicional". De modo algum. A atitude de Jesus é outra: "meu filho, esta vida de injustiça e de pecado não vale a pena. Deus te ama e te espera de braços abertos; Ele está disposto a perdoar todos os seus pecados, te tomar pela mão e te guiar numa nova vida de justiça, alegria e paz!".
Os escribas e fariseus pensavam que eram superiores aos publicanos e pecadores, mas não eram. Diante da atitude dos escribas e fariseus, Jesus dirige a eles as 4 parábolas, nas quais ensina, resumidamente: a) Deus ama os pecadores e os convida para o Seu Reino; b) A religião legalista não conduz ao Reino de Deus e, portanto, religiosos legalistas não são melhores que publicanos e pecadores; c) Jesus é o enviado de Deus Pai para trazer aos homens o Reino de Deus, Reino de amor, perdão, alegria e paz!

1. As parábolas do capítulo 15 (Ovelha, Moeda e Filho perdidos)
As 3 parábolas tem algumas coisas em comum:
a) Algo se perdeu (ovelha, moeda, filho);
b) Quem perdeu, foi ao encontro do que estava perdido e o encontrou;
c) Houve uma festa, onde quem encontrou o que procurava se alegrou com amigos e vizinhos;
d) Há uma conclusão, sobre a alegria no céu por um pecador que se arrepende.
É curioso que na primeira e na terceira, quem perde e encontra é um homem, mas na segunda, é uma mulher. Leia a respeito (http://marcio-marques.blogspot.com.br/2010/05/face-materna-de-deus.html).
Mas a parábola do filho perdido tem elementos diferentes das duas primeiras.
Se a parábola do filho perdido terminasse no v. 24, ela teria a mesma estrutura das outras duas, mas ela não acaba aí! Os versos 25-32 trazem algo novo, que não estava nas outras parábolas: o diálogo do Pai com o filho mais velho! O filho mais velho estava trabalhando no campo do seu pai, quando é surpreendido pela música e pela dança (v. 25). Chamando um dos servos de seu pai (v. 26), descobre o motivo: seu irmão, que havia desonrado o seu pai ao pedir a herança em vida, que havia deixado claro que não amava o pai, mas apenas os seus bens, que disperdiçou a herança com uma vida irresponsável e imoral, havia voltado, e o pai, ao invés de renegá-lo e expulsá-lo, o recebe com festa!
O que o filho mais velho não consegue enxergar é que, ao recusar participar da festa, ele estava também desonrando o seu pai!
O pai, então, foi ao encontro do filho mais velho, para conciliá-lo consigo. Então, o motivo do rompimento fica claro: os bens! O mais velho diz:
"Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgerdir uma ordem tua, e NUNCA ME DESTE um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; vindo, porém, esse teu filho, que DESPERDIÇOU OS TEUS BENS com meretrizes, tu MANDASTE MATAR PARA ELE O NOVILHO CEVADO" (vv. 29-30).
O mais velho não amava o Pai e não amava o irmão, a quem chama com desprezo de "esse teu filho". Se o mais velho amasse ao menos o seu pai, ele se alegraria com a alegria dele e participaria da festa. No fundo, ele também não amava o pai, mas apenas o patrimônio. Queria usar o pai para alcançar o alvo, os bens do pai. No fundo, apesar de ser disciplinado, de ter uma conduta moral, de ser trabalhador, o mais velho era igual ao mais novo: só queria os bens do pai! Mas, agora, havia uma diferença: o mais novo voltou à casa do pai por necessidade, mas foi constrangido pelo seu amor, e se arrependeu, enquanto o mais velho, apesar de sempre ter permanecido na casa do pai, estava perdido! O mais novo estava reconciliado, enquanto o mais velho estava perdido! Tão perto, mas tão longe!
As palavras do Pai confirmam o amor do mais velho aos bens: "Meu filho, tu sempre estás comigo; TUDO O QUE É MEU É TEU"(v. 31). E o pai faz o convite para a conciliação, o convite para a festa, o convite para o Reino de Deus: "Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado" (v. 32). Mas a parábola termina de repente, com uma questão em aberto: o filho mais velho se reconciliaria com o pai?
Na verdade, o filho perdido não é o mais novo, pois "esse teu irmão ESTAVA MORTO E REVIVEU, ESTAVA PERDIDO E FOI ACHADO" (v. 31). O filho perdido era o que sempre permaneceu na casa do pai, é o que se recusou a honrar o seu pai, a se alegrar na alegria do seu pai, a entrar na festa do Pai. O filho perdido é o mais velho!
O legalismo é uma desgraça, pois traz uma ilusão brutal: quem cumpre regras religiosas frequentemente acha que é seu próprio Senhor (e, por isso, quer dar ordens a Deus) e seu próprio Salvador (pois suas qualificações no cumprimento das regras é que são a causa da sua salvação, e não a graça de Deus em Cristo). O mais velho foi tomado por orgulho, mas não era diferente do mais moço no tempo da rebeldia! Enquanto o mais novo foi reconciliado, o mais velho estava perdido!

2) A parábola do administrador infiel (Lc 16.1-13)
Chegamos, aqui, à parábola final. Houve um movimento nas 3 primeiras parábolas, pois as duas primeiras deixam claro o motivo da festa de amor e aceitação de Jesus para com os publicanos e pecadores: a alegria do Reino de Deus por um pecador que se arrepende! O Reino de Deus é o Reino da inclusão de pecadores arrependidos! É a festa do perdão, da reconciliação, da aceitação, da restauração, da graça! A terceira parábola destaca a loucura do irmão mais velho (escribas e fariseus) ao pensar que era melhor que o filho mais novo, pois enquanto o mais novo se reconciliou com o pai e participou da sua festa, o mais velho desonrou o pai e o desprezou, não aceitando o convite para a festa.
A parábola do administrador infiel tem um sentido muito claro, lida em seu contexto. Havia um homem rico, que havia confiado os seus bens a um administrador. Mas o administrador estava em falta! Ele foi desmascarado pelo homem rico: "Então, mandando-o chamar, lhe disse: Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes mais continuar nela" (Lc 16.2). O administrador foi desmascarado, pois, afinal, ele estava em falta! O mesmo que acabou de acontecer na parábola do filho perdido, em que Jesus deixa claro que o filho mais velho, que havia afirmado que "nunca transgrediu uma ordem do pai" (Lc 15.29), era o filho perdido e em falta com seu pai! O filho mais velho expressa o que são os escribas e fariseus.
Mas qual foi a atitude do administrador infiel? Vendo que estava perdido, uma vez que ele administrava os bens de seu senhor, ele teve uma ideia:
"Que farei, pois o meu senhor me tira a administração? Trabalhar na terra não posso; também de mendigar tenho vergonha. Eu sei o que farei, para que, quando for demitido da administração, me recebam em suas casas. Tendo chamado cada um dos devedores do seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu patrão? Responde ele: Cem cados de azeite. Então disse: Toma a tua conta, assenta-te depressa e escreve cinquenta" (Lc 16.3-6).
Ou seja, o administrador infiel era desonesto e, portanto, estava em falta com seu senhor. Nesta situação, ele tem uma ideia: diminui o peso da dívida dos devedores do seu patrão, pois, afinal, estavam todos na mesma condição - e, assim, teria, ao menos, a gratidão e a solidariedade daqueles que tiveram a sua dívida reduzida. Mas os escribas e fariseus não agiam assim, pois não enxergavam que eram administradores infiéis, e portanto estavam em dívida com seu Senhor tanto quanto os publicanos e pecadores, e, por esta razão, impunham sobre eles o peso da culpa e da condenação, não sabendo que, ao condenarem os devedores de seu Senhor, condenavam a si mesmos. O administrador infiel da parábola era mais sábio que os escribas e fariseus; ele representa o que eles deveriam ser!
O elogio do senhor ao administrador infiel na parábola não é o elogio da desonestidade, mas o elogio da solidariedade: o culpado não condenou os outros culpados, mas diminuiu a sua dívida! Do mesmo modo, os escribas e fariseus deveriam ser mais tolerantes e complacentes não com o pecado e a injustiça, mas com as pessoas culpadas - pois, afinal, estão todos no mesmo barco!
Ao final, uma conclusão para o filho mais velho: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas" (Lc 16.13).

Conclusão 
"Os fariseus, que eram avarentos, ouviam tudo isto e o ridiculizavam. Mas Jesus lhes disse: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece o vosso coração; pois aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus. A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele. E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei"(Lc 16.14-17).
Uma vida no pecado não agrada a Deus. Uma vida religiosa sem amor não agrada a Deus. O Reino de Deus é o Reino da Graça, do Amor, do Perdão, da Alegria da Salvação, da Compaixão. Sem amor, não somos nada! (1Co 13.1-3). Jesus afirma que "a Lei e os Profetas vigoraram até João", pois a partir de João, algo novo aconteceu: a vinda do Reino de Deus na pessoa de Jesus Cristo. Ele não veio para anular a Lei, mas para cumpri-la, e uma vez que Jesus cumpriu a lei, "o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê" (Rm 10.4; veja Mt 5.17-18). Uma vida religiosa firmada em justiça própria é uma vida tomada pelo orgulho, na qual o Senhor e o Salvador são a própria pessoa - uma terrível ilusão. Jesus veio, para deixar claro que todos pecaram e carecem da glória de Deus, que todos estão no mesmo barco, que ninguém é superior ou inferior ao outro, que todos são chamados ao arrependimento dos pecados, a abandonar a injustiça e o pecado, para uma vida de amor, misericórdia e perdão.
Não seja tolo: ao invés de condenar as pessoas, de querer enviar todo mundo para o inferno, ao invés de colocar fardos pesados nos ombros de pessoas já destruídas pela culpa, pelo ódio e pela desesperança, anuncia a graça de Deus, tira o peso dos ombros dos oprimidos, revelando que em Jesus Cristo, todos somos amados por Deus e convidados graciosamente ao seu banquete, à Festa do Reino de Deus.

sábado, 27 de dezembro de 2014

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Amor, Alegria e Paz da parte do Deus Triúno!

Feliz Natal, meu povo!
Amor, Alegria e Paz da parte
Daquele que enviou o Seu Filho por nos amar,
Daquele que se entregou por nós para nos salvar,
Daquele que habita em nós para nos renovar.